Resultados Distribuíveis e a Manutenção do Valor Econômico das Empresas

Resultados Distribuíveis e a Manutenção do Valor Econômico das Empresas
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Ao final de cada exercício um assunto que surge nas discussões entre sócios e investidores das Empresas é a Distribuição de Lucro.

Ela que requer especial atenção dos usuários das informações contábeis é a definição dos resultados a disposição da assembleia, importante também para o sucesso e continuidade das empresas.

Distribuição de lucros

Aqui abordaremos sobre uma metodologia baseada na teoria desenvolvida por Edgar O. Edward and Philip W. Bell sobre resultado econômico e como esta teoria pode ser aplicada em termos de registros e demonstrações contábeis, podendo ser utilizada pelas empresas para definirem o valor a distribuírem de seus lucros sem destruírem seu valor, no enfoque da administração financeira, segundo Van Horne “O objetivo de uma companhia deve ser a criação de valor para seus acionistas”.

Em geral, dentro de uma visão estritamente financeira, o principal objetivo de uma empresa é a maximização da riqueza de seu sócio. Na busca da maximização desta riqueza, estão envolvidos parâmetros amplos, como a política de distribuição de lucros e a busca de uma estrutura de capital ideal.

O capital da empresa

A manutenção do capital de uma empresa, na concepção de Szuster (1985, p. 10), faz-se necessário uma distinção em relação ao conceito de capital monetário em duas segmentações: “…o conceito de capital financeiro, sem reconhecer a variação do poder aquisitivo da moeda, que é coerente com a contabilidade tradicional a custos históricos, e o conceito de capital monetário corrigido em termos do poder de compra geral, que ajusta o capital investido por um índice que possa medir a variação média de preços ocorrida no sistema econômico”.

A manutenção do capital monetário ou financeiro ocorrerá quando o valor do investimento, expresso em unidades monetárias, no final de um período, é igual ou superior ao registrado no início do período.

O conceito de capital físico, “…admite que o patrimônio da empresa é quantificado em termos de uma capacidade de operação, medida através do conjunto de bens necessários a esta, mensurados à data da avaliação.

Só haverá lucro quando o patrimônio for superior ao valor dos ativos necessários para assegurar um mesmo nível de atividade” (Szuster, 1985, p. 11). A manutenção do capital físico ocorrerá quando a capacidade de produção da empresa, ao final de um período, for igual ou superior à capacidade do início do período.

Uma empresa, no horizonte do tempo, mesmo que não tenha alterado sua atividade, deve ter como objetivo a manutenção do capital em termos monetários corrigidos. Para a tomada desta decisão, admitindo-se que a empresa esteja em continuidade e não tenha intenção de se afastar da atividade básica no momento, o lucro só deverá ser considerado possível de distribuição após haver a manutenção da sua capacidade física.

A metodologia

A metodologia traz dificuldades práticas e complexas para a sua implementação, porém o método desenvolvido por Szuster traz contribuições significativas para a contabilidade e para a administração das empresas, como a conscientização para a necessidade de uma correta mensuração dos lucros distribuíveis que não coloque em risco a continuidade e a sua saúde financeira e a criação de uma demonstração contábil fundamental para os administradores e também para os sócios e investidores e demais interessados no desempenho da empresa que é a Demonstração do Cálculo do Valor do Lucro Passível de Distribuição.

Luciano Gomes dos Santos – Grupo Maciel
Sócio Responsável Técnico
luciano.gomes@macielauditores.com.br

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